25 de outubro de 2011

Revista Trip: beijo entre surfistas


A capa da revista Trip deste mês mais do que promete ao mostrar uma dupla de surfistas num beijo para lá de caloroso.

A edição da Trip inclui ainda matérias sobre diversidade sexual e homofobia, além de uma entrevista com o famigerado homem do teatro José Celso Martinez Correia.

Carão








James Franco: capa da Flaunt

Qual das duas capas da revista você compraria nas bancas? A que exibe o belo ator em pose comportada, de bom aluno (ele é cabeça e tem um Ph.D. em Língua Inglesa pela universidade de Yale) ou a que estampa num close abundante o bumbum roliço de James Franco?

Dupla Dinâmica

Trilogia das Cores


22 de outubro de 2011

Sol Radiante

Belas, sensuais e surreais cenas do filme "Rabioso Sol, Rabioso Cielo" (2009), de Julián Hernández:

12 de outubro de 2011

9 de agosto de 2011

8 de outubro de 2010

Vídeo Homoerótico: Pink Narcissus (1971)

Lançamento em DVD: Pink Narcissus (1971)

Pink Narcissus é um filme cult e homoerótico altamente estilizado, de 1971, dirigido por James Bidgood (cujo nome não aparece nos créditos). O filme mostra as fantasias (homos)sexuais de um jovem garoto de programa quando ele fica sozinho em seu apartamento, antes de descer para as ruas em busca de clientes.

Entre tais fantasias, o rapaz se imagina como um toureiro todo paramentado num banheirão, enfrentando um motoqueiro leather (como o touro). Outra sequência marcante é aquela em que o jovem se vê como um escravo torturado por um imperador romano, numa autêntica orgia gay. Diversas formas fálicas aparecem nos cenários, assim como há closes de pênis ejaculando ou sendo acariciados por todo o filme. O conteúdo masturbatório de toda a produção é inegável.

O visual de Pink Narcissus é de um kitsch esplêndido: abusando de cenários fakes, acessórios fetichistas, brilhos e cores afetadas, explora ao máximo a sensualidade do corpo masculino nu. O filme reproduz o imaginário gay com uma força poética raríssimas vezes vista mesmo no recente fenômeno do queer cinema.

Pink Narcissus foi quase inteiramente rodado num único local: o apartamento novaiorquino de seu até então secreto diretor. A montagem das cenas é bem fragmentada, ao estilo dos filmes de Andy Warhol (corriam boatos no universo gay de NY, de que Warhol era um dos misteriosos realizadores de Pink Narcissus). Quem desvendou o véu de mistério que encobria o filme foi o escritor Bruce Benderson, que era verdadeiramente obcecado por Pink Narcissus, e nos anos 90 realizou uma verdadeira odisséia em busca dos seus realizadores, até localizar James Bidgood, que ainda morava em Mahhattan onde trabalhava como roteirista.

Em 1999, Benderson escreveu um livro publicado pela editora Taschen reunindo e comentando a obra de Bidgood como fotógrafo e cineasta underground.

O famoso estilo gay kitsch de Pink Narcissus influenciou decisavamente o trabalho de outros artistas como a dupla de fotógrafos Pierre & Gilles, que tratam dos mesmos temas homoeróticos e fantasiosos com um tratamento glamuroso e refinado.

Pena que a cópia recentemente lançada em DVD no Brasil não tenha qualidade e nitidez melhores, mas ainda assim o filme vale a pena por sua ousadia estética e temática incomuns.





29 de julho de 2010

Tudo Azul


Sexy Blogs: Eric Portenho

Aproveito o gancho de recentes programas de TV, como o Globo Repórter, que se dedicaram a temas como o da prostituição masculina nos grandes centros urbanos e mando uma dica: o Eric Portenho (foto) é um garoto de programa de São Paulo que escreve um blog pra lá de interessante, em tom de desabafo, no qual descreve as situações que vive ao fazer programas.

Eric escreve bem, gosta muito de pensar e de partilhar seus pensamentos com os leitores (crescentes) e cada post seu abre com a citação de algum autor. Ele demonstra jogo de cintura ao lidar com situações um tanto extravagantes quando tenta satisfazer as fantasias de seus clientes, e não tem papas na língua ao narrar as práticas sexuais da sua profissão.

Ele tanto fala de si, sem pudores, que suas angústias e conflitos me parecem transparentes. Já tem muita gente comparando seu blog ao da Bruna Surfistinha. O rapaz também martela constantemente contra certos temas, como religião, por exemplo, em que ele tasca a lenha com frequência, contrapondo-a ao Iluminismo. Certas confissões são tão íntimas que faz o blog lembrar bastante um divã psicanalítico.

Eric Portenho chama a minha atenção não apenas pelas venturas e desventuras sexuais de seu cotidiano de garoto de programa, que atraem os leitores, mas também por revelar-se uma personagem, uma criação de seu autor, e isso fica cada vez mais claro na medida em que ele desnuda o seu cotidiano e o seu imaginário.

Curioso? Então acessa o blog do Eric.

Tchibum!